Escrever... que
tarefa árdua e meticulosamente sagaz.
Saí hoje para almoçar
com uma escritora que pontuou muito bem esse lampejo em um lindo entardecer de
Portland...
Disse-me ela que sente-se
perdida entre as histórias que ouve para desenhar a sua personagem, quase vivendo entre a ficção (de outra) e a realidade (sua) e onde moram os limites
da autora de evitar expor por completo a dona da história; disse-me também que
existe uma grande diferença entre escrever uma short-story e uma long one.
No meu caso, como
escrevi uma história pessoal, onde as minhas palavras andam literalmente comigo
– seja pela minha força de vontade ou por minhas contradições de vida – então, o
que me acontece algumas vezes é não permitir a minha escrita de me levar e ser levada... let go... e acreditar que o que estou
escrevendo pode nem vir a fazer parte daquele determinado projeto, mas pode fazer parte de um projeto ainda
melhor do que eu planejo.
Do contrário, se eu não me deixar me levar por aqueles minutos de escrita criativa, uma história sem palavras não fará parte de nada.
Segue a dedicatória do meu livro:
Dedico este livro ao Universo – a minha maior fonte de
inspiração e o qual, por analogia (e muita ironia) possui sua imensidão cósmica
nas micropartículas de cada um de nós.
Dedico–o também a todos aqueles que respeitaram os meus diferentes momentos, para que eu incorporasse as minhas palavras e fizesse tudo acontecer no seu devido tempo (e no meu devido espaço…).
Dedico–o também a todos aqueles que respeitaram os meus diferentes momentos, para que eu incorporasse as minhas palavras e fizesse tudo acontecer no seu devido tempo (e no meu devido espaço…).
E aos anjos – materiais e imateriais, mas essenciais –
que sempre me rodeiam.
Claro!